quinta-feira, 15 de março de 2012


" Com a nossa separação, ambos perdemos muito. Eu perdi porque você foi a pessoa que mais amei em minha vida. Você perdeu, porque fui a pessoa que mais te amou em toda sua vida. Mas de nós dois, você foi a pessoa que mais perdeu, porque eu posso vir a amar outra pessoa como eu te amei, e você jamais terá alguém que te amou tanto quanto eu ! "

Jun/2011


" Eu desisti de você e isso me doeu e ainda dói muito. Porque tudo aquilo que passamos juntos parece ter sido em vão, como se nada do que eu tivesse feito pra ficar contigo, tivesse feito diferença pra você. Então é isso, eu desisto de você pra não ter que desistir de mim, eu desisto de você por não aguentar mais toda essa agonia, essa ansiedade, essa dor, esse teu desprezo, tua indiferença, e a tua falta de amor. Desisto, porque cansei de insistir em você, que não move um dedo pra ficar do meu lado. Desisto porque você sabe que nós temos absolutamente tudo o que um casal precisa pra ser realmente feliz e você finge que não vê isso. Desisto porque sei que por mais que eu tentei, insista e persista nessa história, eu só vou me machucar, porque você não me dá mais esperanças de que isso possa dar certo. Desisto simplesmente porque não aguento mais, ouvir os outros perguntando de você pra mim, e eu ter que dizer apenas: - Não sei de mais nada referente a ela. "


- Nada foi em vão, mas já não doe como se ainda importasse. Desisti de você, por achar que todo meu sofrimento poderia estar sendo evitado, desisti de você para poder vê-la feliz novamente. Mas não desisti de mim um só minuto e encontrei uma nova maneira de ser feliz, sem precisar de você.
Já não doe, já não sinto e enfim, já não penso.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Mais tardes


Que sejam um pouco mais longas ou que o tempo não passe tão rápido. Porque todas os momentos ao seu lado é contado com um acelerar desnecessário. É como que os minutos fossem ritmados as batidas de meu coração. Assim Senhor, não é justo. Já que ultimamente mora uma escola de samba em meu peito, onde a percussão exagera nas repetições de um enredo frenético. O tempo atropelaria cada minuto.

Só queria Senhor, que sempre tenha o mesmo cheiro, sabor e apenas as cores sejam diferentes, que tenham sempre um colorido que consegui enxergar quando me permitir ver através dos olhos cheio de brilho dela.

Só queria o cheiro de uma tarde serena, em quarto desconhecido, cama confortável, brisa leve, vento frio, lençóis macios e todo o cheiro, que exalava dela. Cheiro doce de perfume já conhecido, pele macia de delicadeza viciante, corpo quente excitante, fios de cabelo com cores que iluminam a face de menina. Rosto de traços delicado como de uma boneca recém tirado da embalagem, limpo, de fragilidade disfarçada, com belos desenhos, riqueza de detalhe em prol da beleza descomum de mulher. Ah, incontáveis sensações que aflora quando estou sob seu encanto.

Como não hipnotizar-se com tal beleza quando tão próximo de seus olhos ao alcance de teu toque? Permita-me ter mais tardes assim (ou melhores).

Quero ser a única cobaia deste poder de sedução.

Só queria que cada beijo tornasse um vicio que acalente o corpo e alimente a alma. Não preciso do vazio imensurável que ele deixa com a partida, mas posso suportar se for a forma mais fácil de tê-lo e agradar tamanha exigências do paladar novamente.

Na verdade quero apaixonar-me a cada nova tarde, novos momentos e a que a inspiração seja sempre a mesma, para que o amor.. ah, esse sim! Seja o poeta em toda descrição.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Texto por John Lennon


“Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada “dois em um”: duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.”

Texto por John Lennon

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Relacionamento


Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim. Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:
- Ah, terminei o namoro...
- Nossa, estavam juntos há tanto tempo...
- Cinco anos.... que pena... acabou...
- é... não deu certo...

Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores. Não acredito em pessoas que se complementam.
Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos essa coisa completa. Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível. Tudo junto, não vamos encontrar.
Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele.

Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate... se joga... se não bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer.
Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar... ou não.

Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto.
Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob pressão? O legal é alguém que está com você, só por você. E vice-versa.
Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração... Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo. E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível. Na vida e no amor, não temos garantias.

Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear.
E nem todo sexo bom é para descartar... ou se apaixonar... ou se culpar... Enfim... quem disse que ser adulto é fácil ????

Texto de Arnaldo Jabor

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Raiva Branca

As vezes tenho raiva de mim.

Raiva de um sentimentalismo fora do comum. Raiva de querer mandar flores, cartões e mensagens a todo instante. Raiva de ter lembranças ao ouvir uma música. Raiva de suspirar com frases de um apaixonado. Raiva da inveja que sinto da pessoa ao receber uma declaração de amor. Raiva.

Raiva de me desmanchar em lágrimas ao final de um romance cinematográfico. Raiva de desejar ser a pessoa pela qual me apaixono e declaro a todo instante. Raiva de querer andar de mãos dadas. Raiva de sentir falta do perfume na pele. Raiva de projetar o futuro com olhos apaixonados. Raiva de achar que o amor supera tudo. Raiva do tempo e espaço. Raiva.

Raiva de deixar pulsar no peito um amor que sinto incondicional. Raiva por cultivar uma paixão avassaladora. Raiva por ter um carinho tão protetor. Raiva pelo encanto que se faz ingênuo. Raiva pelo desejo nem sempre, contido. Raiva.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O encanto


O tempo passa, muitos fatos acontecem e as coisas finalmente mudam. A forma de pensar interfere diretamente em como agir em situações simples. Os sentimentos se confundem, em um bolo de sensações a tempos esquecidas. O ardor no peito da espaço ao borbulhar de encanto, no estomago. Tudo parece muito novo, inclusive o que nos faz recuar da aventura que se faz necessário.

Ouso em dizer usando a pureza de palavras simples que descreveriam complexamente cada pulsar em meu peito. O encanto com sua peculiaridade, de olhar descarado que entrega sem medo, as sensações que passam em um lugar especial por dentro. O constante medo da entrega, o jeito meigo de se deixar encantar. Arriscaria em dizer que na paixão, sentimos o fervor de todo um desejo contido, insaciável. Onde suplicamos por mais um pouco de seu néctar que tanto alimenta meu desejo. O amor, o mais forte dos sentimentos, de sensações intensas, glamoroso em sua descrição, invejável na condição que nos qualifica um ser plenamente amado.

Apaixonar-se pelo sorriso, salivar o beijo, delirar com o sabor, eriçar-se ao toque, almejar a pele, embriagar-se com o cheiro, exalar o desejo, conter-se como nobre expectador da vida em um papel de ser bobamente apaixonado.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Onde você coloca o Sal?



O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse.

- Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.
- Ruim – disse o aprendiz.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.

Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago.

Então o velho disse:
- Beba um pouco dessa água.

Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! - disse o rapaz.
- Você sente o gosto do sal? - perguntou o Mestre.
- Não - disse o jovem.

O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:

- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu.

Em outras palavras: é deixar de Ser copo para tornar-se um Lago.


Autor desconhecido

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Olhar


Há quem diga que podemos ver tão fundo, que quase chegamos a alma. Os poetas afirmam poder ler os mais lindos versos de amor em olhos apaixonados. Aqueles de grande imaginação vêem toda uma história em quadrinho, de rabiscos bem feitos de cores vivas. As crianças pode-se ver a pureza de um ser, sem qualquer maldade no coração.

Mas o que teus olhos querem dizer?

Olhos castanhos mel de um contorno diferente, traços de um preto forte, de grande circunferência. Olhos curiosos, de desejos misteriosos. Olhos que até podem dizer pouco, mas com uma complexidade singular. Olhos que me intrigam, fazem perder-me em sua imensidão. Olhos sem interpretação coerente. Olhos que encanta um cafajeste e seduz um romântico, brincas com a poesia sem usar palavras.

As expressões, os desejos, as duvidas/certezas, tornam-se mistérios. Olhos em que hipnotiza e causa devaneios. Aquele me desperta no observador a curiosidade sobre interpretação do reflexo da imagem que miras.

Sua singularidade intrigue-me tanto.

Há por trás do tamanho e expressões, jeito puro e doce de menina, um olhar quente, sedutor, instigadoramente de mulher. Cheio de desejos e vontades contidas, prontas para desabrochar como uma bela flor de primavera.

Intriga-me.

Causa-me medo olhar-lo profundamente. Tão profundo sua dimensão, tão esplendorosa teu fascínio, tão poderoso teu domínio que sobre mim podes ter. Parece-me ter o poder de parar o tempo, perdendo-me em sua grandeza, tirando-me o fôlego por alguns instantes intermináveis. Alcançar seu limite és o desafio que me proponho.

Deixa-me cativar teu olhar para que assim consiga cuidar de teu coração.

Desafio-te a me olhar e deixar interpretar tão fundo quanto jamais foste capaz.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Tenta


Se conseguir descobrir o que passa em meus pensamentos, saberia que não penso em outra coisa, além de todos aqueles segredos que te contei um dia.
Se conseguir ver em mim, outra pessoa da qual jamais imaginou, irá perceber o quanto sofri e lutei para hoje estar inteira.

Se conseguir sentir o gosto de antes em meus lábios, perceberá que não fui eu quem não mudou de sabores, o seu amor por mim que foi sempre o mesmo.
Se conseguir achar a chave que hoje tranco tudo em mim, iria ter o poder de revelar as maiores sensações vividas intensamente por uma pessoa quando apaixonada.

Se conseguir ter um minuto em meus pensamentos, verá que é um turbilhão de cores formando imagens que se desdobram em música, unindo-se em poesia.
Se conseguir ler em meus olhos tudo o que grita em meu coração, descobrirá o infinito de minha alma, as fraquezas de minha vida, o amor que em mim habita.

Se conseguir o meu carinho, terás a pessoa que sempre quis ao lado para desvendar os mistérios que laça os ciclos de amizades.
Mas, se conseguir despertar em mim a Paixão, terá o domínio das emoções e aventuras por um mundo de brilho incandescente, sabor adocicado e brisa leve.
E se finalmente, deixar-te apaixonar, conseguirá sentir com essas palavras, os olhos brilharem, a respiração descompassar, as mãos até tremeriam no ritmo de um coração vibrante.
Terias fácil, tudo o que jamais recebeu de verdade. Sentirias cada borboleta que alçariam vôo em teu estômago. O êxtase da paixão te levaria para perto de meu domínio em segundos,

Mas, apenas se conseguir...

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Querer, não é ter

Queria escrever-te palavras bonitas, coisas que talvez, você jamais tenha ouvido, nem eu dito. Queria sentir seu coração saltar ao entender que tudo é para você. Queria te mostrar o quanto podemos ser especial, sem nos sentir aprisionados ao outro. Não é paixão, é carinho. Não é vício, é atenção.

Gostaria de narrar momentos marcantes que ainda não tivemos. Palavras de carinho que ainda não proclamamos. Histórias que ainda não escrevemos. Compartilhar de um sentimento, que ainda não existe.

Gostaria de ser especial para você, assim como deveria ser para mim. A pessoa importante da qual faz falta no dia. Aquela que não sai de seus pensamentos e você nem sabe o porquê da presença constante. Gostaria de te arrancar um sorriso bobo ao lembrar-se daquela piada sem graça que contei tímida. Gostaria que sentisse meu cheiro e buscasse o ponto que estivesse exalando, para senti-lo por mais tempo e sorrir boba ao perceber que não há ninguém com o mesmo perfume, foi uma peça que a saudade te pregou.

Queria ficar em casa nas noites de sábado em tua companhia, buscando assuntos para ter o que falar e no dia seguinte, não reclamar das enormes olheiras. Queria saber a hora de ligar, sem ter que desligar sem graça por ter atrapalhado algo importante que estivesse fazendo. Queria te mandar torpedos e ter a resposta imediata e não saber quando parar de responder. Não, ainda não é paixão, é carinho. Não, ainda não é vício, é atenção.

domingo, 14 de agosto de 2011

O primeiro


Um dia em que tentarei não ficar triste, não chorar, não desejar que passe mais rápido que qualquer outro. Uma dia que deveria ser de comemoração, se não fosse tão vazio. Um dia que fecharei os ouvidos para as músicas que serão dedicadas, que tocaram em todos os lugares que provavelmente, passarei. Uma dia em que marca sua ausência em quatro meses.

É o primeiro de muitos que ainda passarei. Talvez o mais dolorido, mais difícil de encarar. O primeiro sem tua presença, sem ter o êxtase de não saber o que comprar para presenteá-lo. A falta que essa indecisão traz, aumenta em pequenas e constantes dores. O primeiro que não terei teu colo para sentar, teu cheiro para roubar, teu rosto para encher de beijos. A falta de te ouvir chegar em casa, passos ligeiros e já arrastado, só cresce a cada dia. O primeiro em que não combinarei com meus irmãos o melhor horário para surpreendê-lo com um embrulho colorido. A falta de ouvir tua voz grossa, cheia de autoridade, porém mansa e leve ao se dirigir a mim, torna meus dias incompleto. O primeiro em que não desejarei tímida, ‘feliz dia’, já que não estávamos mais tão próximos.

O primeiro em que desejo do fundo do coração, tê-lo por apenas 30 minutos sequer. Para dizê-lo tudo o que não foi dito. Para fazer aquilo que todo mundo diz que devemos fazer, mas sempre deixamos para depois. Para sentir sua pele, seu cheiro, seu colo de Pai. Para ter sua compreensão e respeito, para mostrar-lhe a mulher maravilhosa que ajudou a criar. Para ouvir de sua boca, o quanto está orgulhoso com meu crescimento pessoal e profissional e quer me ver feliz, independente de qualquer coisa. Que não concorda com os absurdos que ouço calada e estará sempre ao meu lado. Talvez ele não tenha sido o melhor pai do mundo, mas foi com certeza, foi o melhor pai que ele pode ser.

Não lembro a ultima vez que disse o quanto o amava, nem sei se já existiu esse dia. Mas tenho certeza que hoje sabes o quanto esse sentimento pulsava em meu peito. Mesmo incompreendido, indiferente nos momentos de revolta, sem vez nas decisões para futuro. Sei que hoje me entende da forma que eu sempre quis explicar e nunca tive oportunidade. Afinal, você também não me dava espaço para conversar minhas aflições de adolescente, nem contar meus projetos de vida adulta.

Sempre desejei , mais do que o ar que hoje respiro, oportunidade de mostrar-me por dentro, que fosse de peito aberto, com compreensão paternal/maternal, por mais que não conseguisse suprir as expectativas. Temos os devidos valores a nos atribuídos, todos somos merecedores da ‘dúvida’. Sei que hoje não o envergonho, sei que tens por mim, uma admiração que jamais poderia, por agora, conhecer-me tão a fundo, todos os pequenos espaços deixados na alma, de uma vida inteira.

Continuo sua pequena, a garotinha de cachos dourados e sorriso fácil de anos atrás. A menininha que te enchia de beijos, carinhos e te solicitava com um nome peculiar. A sua caçula. Hoje, uma mulher buscando independência, direitos e conquistando espaço social. Cheia de marcas deixadas pelo passado de uma relação dramática com a família, mas que ainda pensa em cada um com feições de reconquista platônica. Sei que hoje, me conhece tão bem quanto a mim mesma.

Ainda não consigo elevar minhas orações para que alcance a plenitude em que vives. Sei que entende o quanto luto para isso acontecer naturalmente um dia. Por hoje sinta meu amor, carinho, respeito, admiração e profunda saudade.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Ainda sem resposta


O que te faz sentir-se preso?

Uma porta fechada e uma janela emperrada? Portões com correntes e enormes cadeados? Um lugar apertado com uma pequena luz ao fundo pra te dar esperança? Algemas? Cordas? Uma cela? Uma jaula, quem sabe? Um relacionamento sufocante? Aquela pessoa ciumenta te ligando a cada 5 minutos? Uma aliança que sela um compromisso que já não vem dando certo a um tempo? Uma obrigação no trabalho? Um prazo a ser cumprido? Uma meta? A escola que parece nada ensinar? Aquela passagem só de ida? Um lugar que te prende? Uma pessoa que precisa de você? Seus ultrapassados pensamentos? Seus antigos conceitos? A sociedade? Hipocrisia alheia? As somente, 24hs que têm um dia? Acusações sem acusado? A vida que idealizarão para você? O que você socialmente, tem que ser? ...

“Os tijolos da prisão se formam para proteger quem esta fora. Os tijolos da casa se formam para proteger quem esta dentro. A pele que recobre o corpo se formam para proteger os órgãos. A proteção pode ser uma incógnita de duas faces.” (autor desconhecido)

terça-feira, 26 de julho de 2011

Em resumo

Ando um pouco decepcionada com minha inspiração, meu poder de encantar com palavras descritas, ultimamente. Me sinto em uma luta diária para extrair idéias que formem textos plausíveis com o que venho sentindo e/ou pensando. Não quero textos dedicados a mais ninguém além de mim, mais nem esses estão saindo da forma que desejo. Uma mistura de sensações que se resumem a um vazio incontido.

Olhando para frente, quase consigo ver um longo caminho a percorrer, cheios de pedras, poeira e paus como obstáculos, mas também consigo ver lindas estradas em paralelo, plana e com flores a decorar - quase posso sentir o cheiro que dali exala - descrevê-lo não deveria ser tão difícil, já que posso escolher qual caminho percorrer e em qual momento mudar o rumo.

Já quando vejo tudo que ficou para trás, me perco em pensamentos que parecem descontrolados, às vezes revoltosos e serenos, outros amorosos e desiludidos e mais alguns com carinho transbordando de esperança. Mais lá atrás, vejo os saudosos incoerentes, evoluídos e deixados para trás como forma de ensinamento. Afinal, também posso escolher as lembranças que serão guardadas e recordadas como dádiva.

E só ao levantar a cabeça firmando-a em meu presente, sinto as novas sensações. Ainda sem nome ou forma, sem tamanho ou dimensão, mas já sorriu com elas. Já reconheço as pequenas conquistas e esforço-me para as novas. Já dissipo as coisas ruins e canalizo tudo de bom. Meu filtro de pensamentos esta funcionando como nunca. Ainda não consegui olhar para os lados e a estranha sensação mudar, mais espero o tempo necessário para sentir-me pronta em todas as direções.

Perceber que essa caminhada é só minha ainda me deixa tensa. Não pela falta de coragem ou de alguém ao lado - ou sim, pela falta de alguém ao lado - que possa compartilhar os detalhes só meus, mas por reconhecer definitivamente que a vida é tão minha quanto o coração que bombeia aqui dentro o sangue para manter-me viva e com isso a responsabilidade de ser feliz independente de qualquer coisa - ou pessoa -. Venho entendendo isso a cada dia, a cada momento, a cada conquista. Afinal, os detalhes sempre estarão aqui, para um dia ser narrado digno de boas lembranças, para quem se permitir ouvir.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Éis, crê, vendo



Escrevo versos que só os poetas declamam,
Escrevo para viver.

Escrevo melodias que todo apaixonado quer ouvir,
Escrevo para adorarem.

Escrevo verdades que todos precisam ouvir,
Escrevo para comentarem.

Escrevo dores que você nunca vai ler,
Escrevo para você.

Escrevo coisas que depois não lerei,
Escrevo para sentir.

Escrevo em páginas rabiscadas,
Escrevo para aprender.

Escrevo no papel de minha pele,
Escrevo para não esquecer.

Escrevo mentiras que deveria acreditar,
Escrevo para guardar.

Escrevo o que preciso ouvir de mim mesma,
Escrevo por escrever.

Escrevo.

sábado, 16 de julho de 2011

Lispectotrando


“Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude. (...)
Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo e receber como resposta o amor materno que nutre e embala. (...)
Faça com que a solidão não me destrua. Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços o meu pecado de pensar.”



- Clarice Lispector

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Medo

QUERO MAIS NÃO!

Quer saber o que ele significa?
Mesmice.
Engano.
Doença.
Omissão.

Achou pouco? Tem mais.
Morbidez.
Enfado.
Dor.
Ócio.

Ainda não se convenceu? Vejamos:
Masoquismo.
Evasão.
Depressão.
Opressão.

Não é preciso haver um motivo específico para sentirmos medo.
Ele nasce bem pequeno. Cresce sem alarde.
E toma proporções assustadoras!
LIVRE-SE DELE!!!

Semente deixada por K'



- Sinto-me honrada em ter uma de suas produções postadas para que outros leitores possam saborear do gosto de suas palavras. Obrigado!
Trabalharei na possibilidade de outras entrevistas, futuramente. rs

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Dedilhando o pecado


Sou pecadora. Estou condenada a viver com essa pena pela eternidade que terá minha vida medíocre. Cometi os piores crimes, imperdoáveis do catolicismo, e enquanto viver levarei a culpa. São as paixões humanas, deploráveis pessoas que se deixam levar pelo pecado. ‘Pecare’, quer dizer “errar o alvo”. Sempre que pecamos erramos de alvo, qual? O seu coração? Deixa-me vê-lo com os olhos que o amor me presenteia. Não consigo acertar o que não posso ver.

Dedilharei em segredo de confissão. Faça merecedor de tal confiança, não condene meu viver, não julgue minha forma de amar.

Meu corpo tem limites, meus sentimentos, não

Cometi a Gula quando me alimentei do teu calor, querendo sempre mais, já que meu querer é a fusão dos corpos, para tê-la sempre dentro de mim, por inteira. Me alimentei daquilo que pulsava em suas veias, meu sangue tinha teu gosto. Em meu pulmão, o ar era o perfume de tua pele, que senti em porções exageradamente inebriantes. Já não conseguia ver mais alguém, de tanto olhá-la em todos os pequenos momentos. A ânsia de devorá-la por inteiro me permite quase contar os fios finos de teu cabelo macio, perfumado, brilhante. Só não com tanto brilho quanto tua boca umedecida, saborosa. Minha boca saliva constantemente por sua melodia.

A Avareza me segue quando te subtraiu de outras pessoas. Não faço por mal, mas te quero só pra mim, só. Sou avarenta ao vento que toca tua pele e te faz eriçar os pêlos. O sol que esquenta e queima em tua pele, é meu grande rival. Quero que teus poros sintam apenas o sopro de minha respiração, o calor que ela leva a mapear cada centímetro tendo certeza de que esta tudo no lugar. Quero que tua pele sinta apenas meu toque e isso já seja o suficiente.

Tenho Lúxuria em exibir-me com sua beleza e narrar meu amor em qualquer lugar, quero público cada vez maior. Mesmo despenteada na TPM e sem maquiagem. “Olhem todos, minha Deusa, de beleza rara e incomum. Minha Diva, Dona de meu ser, Senhora do meu amor!” Tua beleza reluz e ofusca os olhos de meros mortais que têm que satisfazer-se em vê-la passar do outro lado da rua com um buquê de rosas vermelhas deixadas por um carro colorido e iluminado, tocando músicas que parecem de nosso repertório preferido, declamando palavras apaixonadas dedicadas em seu nome. Não conto moedas para vê-la radiar felicidade e transbordar amor.

Tenho Preguiça de sair quando o sol já não está, pois aproveito-me de cada momento que possa parecer planejado para romantizar e mostrar-te o quanto és inspiradora. Sempre depois de um momento de amor, a preguiça toma forma e não me permite levantar da cama quente, aconchegada em teus braços. O mundo lá fora já não me parece interessante e necessário. Pode tudo acontecer, o tempo passar, mas isto já me basta para viver. Fundamento toda minha vida a razão de te amar.

A Inveja me persegue nas vezes em que saímos na rua. É torturante perceber que todos te olham, te admiram, te desejam. Quero que todas essas pessoas não a vejam, não roubem um minuto de sua beleza. Sei que sou a Senhora de todos esses pontos de visão, mas os invejo, todos seus pensamentos, todos os seus desejos sobre minha Deusa. Vontade de levá-la para um mundo só nosso, de colocá-la onde só eu conseguiria vê-la, admira-la, desejá-la, cresce em meu pensamento.

Conheci a Ira quando não a encontrei. Quando busquei teus braços e senti apenas o vazio crescendo em meu peito. O brilho de teus olhos, sabor de tua boca, delicadeza de tua pele, melodia em tua voz, hoje desconheço o seu sentir. Teu calor já não me esquenta, meus lençóis parece mais frio do que a noite congelada que desce por fora das paredes de meu quarto. A noite sombria me dá medo, porém a solidão de meu aconchego é apavorante. Estou irada com a luz de meu dia, aquela que é chamado de Sol, a estrela fervente e radiante, não está iluminando o suficiente para tamanho escuro que caiu em minha vista. Raiva, ódio, lamento, dor, pena, sofrimento, demência.

Depois de um tempo o Orgulho volta a crescer no peito, dilacerando todas as paredes da solidão, do vazio. Já nada é necessário senão o necessário para voltar a ser feliz. E todo o lamento, sofrimento e dor, passam a ser um aliado em busca de melhores condições de sobrevivência. Um resgate ao mundo. A luz, o calor, o aconchego que faltava. Orgulho-me incansavelmente de todo o passado, de cada lágrima deixada em meu travesseiro, de cada palavra dita, de cada promessa profana. Exageradamente sinto o orgulho de hoje sofrer, mas sofrer como quem viveu, aprendeu, proporcionou, dedicou, jurou e amou em todas as dimensões de meu viver. E isso já basta!

domingo, 26 de junho de 2011

em outras palavras


" Talvez haja muita acidez na lucidez, talvez haja a percepção de detalhes das belezas que nunca reparamos. Quando estamos num turbilhão emocional, as imagens turvas pedem anestesias e a gente acha que obtém algum controle sobre as coisas, porque pensamos que podemos deixar pra cuidar da nossa vida amanhã. Mas à medida que protelamos nossa transformação, à medida que adiamos nossa mudança, adiamos também uma forma nova de sentir outras alegrias. E fechamos os olhos pra quem está ao lado, ou banalizamos um possível encontro que poderia desencadear uma história mais bonita. Ter a felicidade como um propósito, é a coisa mais difícil que conheço. Estamos sempre fugindo de nós mesmos e nos julgamos espertos demais com a porção de pequenas mentiras que nos inventamos. Mas a angústia que vem disso não nos deixa esquecer que só estamos adiando um processo precioso e delicado demais já que podemos continuar nos anestesiando. É preciso estar pronto, mas estar pronto também é transitório. E é preciso lucidez e coragem pra enfrentar o nosso pior inimigo: nós mesmos. Admitir que estamos nos fazendo mal com alguns hábitos ou relacionamentos destrutivos é assustador. E muitas vezes a sensação de impotência é o que impera. Somos imediatistas demais e não queremos sentir dor. Camuflamos nossa infelicidade da forma mais adequada que podemos. E passamos boa parte da vida sendo quem não somos. Até que nos esquecemos de quem somos e vivemos aquela máscara social por tempo demais, mas sempre com aquela sensação de que alguma coisa está fora do lugar, nutrindo relações vazias e breves com medo de sermos descobertos.

Quando entrei em reclusão para organizar o que estava fora do lugar, tive uma das piores sensações da minha vida: era uma espécie de crise de abstinência e a bagunça estava tão arraigada que eu não sabia por onde começar a arrumar as coisas. Foram noites e dias enfrentando a vida de peito aberto, e sangrava. Eu chorava baixo e pedia paciência. E tinha pesadelos todas as noites. Acordava cansada e com o olhar mais triste que já tive.Até que tudo foi se ajeitando aos poucos, dentro do meu tempo e dos meus limites. Eu estava num processo de cura e não percebia.Mas estava buscando avidamente ser quem eu realmente era, ou pelo menos, melhor.

Hoje, eu consigo olhar pro meu passado como uma espectadora. E apontar cada detalhe e cada erro e acerto e cada instante e sensação e fuga. As projeções que fiz, as dependências que criei, as compulsões que tive, hoje são um presente de maturidade e otimismo. Porque comecei a atrair pessoas, histórias e assuntos mais leves, saudáveis. E criei pra mim uma rotina de paz, e deixei de admirar muita gente e aapreciar outras.E vivi muita solidão, muita solitude, muito aconchego também.

Hoje sou tão grata por tudo que doeu, por tudo que sangrou, pelo sono perdido. Retomei o controle da minha vida e estou sendo amada de uma maneira que me deixa mais segura. Perdi meus medos, sobrou apenas a minha fobia de altura. E, por menos que eu tenha escrito, a poesia sempre esteve em mim. "


Texto de Marla de Queiroz

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Conselhos?

Mais uma aconselhada. Já me disseram que eu deveria trabalhar com isso. Me saiu bem quando o assunto é relacionamento, dos outros. É tão fácil dar conselhos, fazer com que as pessoas entendam que a vida é para ser vivida plenamente, feliz. Que quando ela é dividida, ganha um sabor ainda mais especial, aquele sabor de orvalho ao amanhecer, o sabor de lua cheia no céu repleto de estrelas, um sabor de frio aquecido por um cobertor e chocolate quente e alguns beijinhos. Mas afinal o que falo, se nada disso tem sabor de fato? Insisto em dizer que todos são saboreados pelos amantes apaixonados.

Poderia ser Conselheira Amorosa, talvez até ganhasse dinheiro com isso, já que depositam em mim, uma confiança repleta de confissões, arrependimentos e possíveis amores eternos. É fácil dizer o que essa pessoa deve fazer, como e quando. Ela simplesmente tem que fazer para ficar bem e não mais sofrer.

No que se diz respeito a mim... Bom, essa deveria ser uma descrição sem importância, já que o autor poucas vezes pode dar opinião em seus textos. Fujamos da regra. Esse blog é meu mesmo!

Só aprendemos com o tempo, experiência e casos passados. Então, entro nesse rol de pessoas que dão conselhos usando a seguinte frase: “Só digo isso, porque já passei e sei como é”. Ninguém sabe como cada um vai lidar com seus problemas, eu só sei que quando eu passei por isso, não foi fácil aprender com eles. Mas aprendi, isso é o que importa no fim das contas.

Pouco se sabe de relacionamentos que duraram a vida inteira no auge, digo no auge mesmo. Sem dificuldades, problemas, dúvidas, incertezas, inseguranças, término, reconciliação, término, juras de amor eterno, enfim.

Vejamos: Todo casal normal, briga. Aqueles que não brigam, pouco duram já que a tolerância não é lapidada. Todo casal normal, sente ciúmes. Já que o ciúme apimenta a relação, mostrando que a pessoa que esta ao seu lado também é desejada, por ser tão especialmente linda e você já não a notava mais assim. Rotina. Todo casal normal, faz planos para sempre. Sendo que ‘para sempre’ não existe, mas nunca ninguém duvida até que provem o contrario. Todo casal normal, faz tantas outras coisas, que chega a ser clichê repeti-las aqui.

Pois é, já passei por isso.

Mas sabe, aprendi uma’ coisa também: Têm tantas pessoas que se desesperam , que ficam mal, que sentem uma saudade de rasgar por dentro, que choram noites afio, que perdem quilos notáveis, mas que no final aprendeu uma gigantesca gama de experiência, que até valeu a pena todo o calvário. Tudo pode acontecer depois e vai ser menos sofrido, porém não menos doloroso.

Se você simplesmente passar por tudo, sem aproveitar cada centímetro de sua dor para se conhecer de fato, tamanho e extremidades, ouso em dizer que você não sofreu, não amou, não soube o que é viver o bastante para dizer que está pronta para encarar a vida de frente, novamente. Ter esperanças de não mais passar pelo sofrimento intenso e buscar fazer diferente desde o novo principio, é a raridade de que todos nos mortais desejamos, poucos conseguem. Não permita que o rancor tome teus pensamentos egoístas, pois assim jamais conhecerá o sentido da felicidade novamente.

Se isso vai acontecer?

Bom, você demorou tempo suficiente vivendo na dor, sofrendo, chorando, sendo consumido por todo esse sentimento ruim, dê um tempo para você. Permita-se ter raiva, chorar essa magoa sofrer essa inveja, doer esse ciúme, quando você menos esperar estará curado de tudo isso e nada mais importará a não ser a vontade de voltar a sorrir.

Se tudo será como antes?

Evidente que não. E deseje isto como você deseja o ar que enche teus pulmões. Nada deve ser como antes. Você não quer ser a mesma pessoa de sempre, você não será. Seja ainda melhor. Madura, experiente e com cede de viver novas coisas.

Se pode dar certo de novo?

Só o tempo lhe dirá. Hoje, olhe apenas por você. Fique bem, seja o seu bem. Sua felicidade não depende dos outros, apenas de você mesma. Os momentos felizes vividos com outras pessoas são simplesmente um complemento de seus dias, que ficam na lembrança por tempo suficiente para fazer-te bem.

Sim, estou ouvindo cada palavra que pronuncio em alto e bom tom. Cada pensamento depositado em palavras. Seguirei a diante, assim como você. Não quero conhecer o amanhã sem aproveitar o hoje. Estou colocando em prática hoje tudo aquilo que aprendi ontem.