sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

' BBBeleza '(?!)

Nunca ninguém teve tão bom gosto para escrever sobre esse programa que a cada dia vem destruido toda e qualquer esperança da televisão brasileira de mostrar-se culta e de carater digno. O horário nobre dessa emissora esta a cada dia, se mostrando pobre de conteudo, com lindas moças e rapazes capazes de tudo por dinheiro.

O que queremos afinal mostrar para nossos filhos? Que aparência da audiência e inteligencia lhe excluirá do grupo? Que devemos passar por cima de tudo e todos por dinheiro e fama, fazendo intrigas e 'panelinhas'? Bom, esse de certo é um jogo... um jogo da vida real, só que bem mais cheios de estratégias e mesquinhes. Onde somos levados a conviver com pessoas que nunca vimos, personalidades e carater desconhecidos, com emoções 'a flor da pele', com tensão, pressão e paredão. Onde ninguém é obrigado a agradar, mas sem dúvida tem que fingir-se agradável para continuar na dispulta. Esse é o jogo da vida, onde só nos descatamos se mostrarmos o lado pôbre e fútil de tudo isso, porque pessoas boazinhas, mocinhos e mocinhas que provavelmente têm lindas histórias de superação na vida, não é o que o mundo ta precisando, não para segurar uma boa pontuação no ibope.


“Grande Mundo Canibal

Imagine que Darwin ressuscitou. E acabou ligando a TV na hora do BBB 11. Provavelmente ele diria “Meu Deus, a evolução da espécie deu errado!”. Porque, céus, eu não acredito que houve algum processo de seleção para escolher esse povo.

Em qualquer competição normal, o escolhido é aquele com mais virtudes (mais forte, mais inteligente, criativo, etc.). No BBB é o oposto. A ausência absoluta de qualquer atributo é uma vantagem. É como uma seleção natural às avessas: os insetos levam vantagens sobre os mamíferos.

Notem que alguns dos maiores ganhadores dos BBBs tinham cérebro de minhoca e/ou o caráter de psicopata: “K.B., D. e C.”, por exemplo. Uma seleção digna de consultório psiquiátrico. Vou ver se faço uma lobotomia para aumentar as minhas chances de ser selecionado. Ganhar prêmio pela estupidez deve ser bacana.

Nos últimos anos a competição tem privilegiado os tipos bombados e freaks (Wikipédia diz: Um filme de terror norte-americano, produzido em 1932, dirigido por Tod Browning). Nessa edição temos um traveco e uma candidata a Geyse Arruda, a P.L. Em um mundo normal, ninguém teria orgulho de mostrar fotos como essas abaixo (refere-se a fotos postada, tiradas na “festa pink” de uma participante). Crianças, anotem: posar com garrafa de bebida só pega bem se você for o Hemingway (escritor norte-americano). Caso contrário você será apenas uma cachaceira.

Pelo jeito, o estilo Taty Quebra Barraco de ser, com seu “orgulho de ser barraqueira”, está virando moda. Os homens da competição também não ficam atrás. Fariam bonito na juventude hitlerista, não mais que isso. Nos perfis oficiais, sobram declarações edificantes e otimistas: "Sou humilde, a fama não vai me tranformar". Se fama para eles é virar animador de bingo, ok, todos têm futuro.

Há quem goste desse circo de mongos turbinados. Eu? Se for para ficar espiando seres pouco evoluídos zanzando **** dentro de um cubículo, prefiro comprar um aquário. “


Comentário feito no site G1 no dia 20 de janeiro de 2011, quinta-feira, 10:37:11, por “Mileta”

(texto modificado)


_ Até mais !


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